Por que tratar efluentes é uma obrigação legal
O lançamento de efluentes líquidos — domésticos ou industriais — em corpos hídricos sem tratamento adequado é proibido pela Resolução CONAMA 430/2011, que estabelece padrões de qualidade a serem atendidos antes do descarte. Empreendimentos que geram efluentes precisam comprovar, por meio de outorga e licenciamento ambiental, que o sistema de tratamento é compatível com a carga poluidora gerada.
Etapas do tratamento de efluentes
Um sistema completo de tratamento normalmente envolve:
Tratamento preliminar: remoção de sólidos grosseiros e areia por meio de gradeamento e desarenadores, protegendo as etapas seguintes.
Tratamento primário: decantação de sólidos sedimentáveis e remoção de óleos e graxas, reduzindo a carga orgânica inicial.
Tratamento secundário (biológico): degradação da matéria orgânica por microrganismos, em sistemas como lodos ativados, reatores anaeróbios (UASB) ou lagoas de estabilização — a etapa que mais reduz a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO).
Tratamento terciário: quando exigido, remove nutrientes (nitrogênio e fósforo), patógenos e outros contaminantes específicos, especialmente em efluentes industriais com carga poluidora particular.
Escolha da tecnologia adequada
A seleção do sistema depende da vazão, da carga orgânica, do espaço disponível e do corpo receptor. Indústrias de alimentos, frigoríficos e curtumes — atividades relevantes na economia de Mato Grosso do Sul — costumam gerar efluentes com alta carga orgânica, exigindo sistemas biológicos robustos e, frequentemente, tratamento terciário complementar.
Reuso como estratégia complementar
Efluentes tratados dentro dos padrões podem ser reaproveitados em processos industriais não potáveis, irrigação paisagística ou lavagem de pátios, reduzindo a captação de água nova e agregando valor ambiental ao empreendimento — uma prática cada vez mais valorizada em auditorias e certificações de sustentabilidade.
Suporte técnico especializado
A Hidro Ambiental Brasil desenvolve projetos de tratamento de efluentes líquidos, do dimensionamento das unidades ao acompanhamento da operação e emissão de laudos de conformidade com os padrões da Resolução CONAMA 430/2011, apoiando empresas de diferentes setores no cumprimento da legislação ambiental.
